Obras emergenciais de drenagem pluvial continuam no bairro Augusto de Abreu


Galeria construída há mais de 20 anos não comporta grandes fluxos de águas das chuvas

Seguem os trabalhos da obra de drenagem pluvial no bairro Augusto de Abreu, que está sendo realizada pela Prefeitura de Muriaé, por meio do Demsur. A direção de Água e Esgoto da autarquia explica que a obra está sendo executada em caráter emergencial, uma vez que a antiga galeria de canalização do córrego, que passa sob a Rua José Augusto de Abreu, apresenta problemas estruturais que causaram o afundamento da via. A galeria foi construída há mais de 20 anos e não atende aos requisitos atuais de engenharia.

Um novo trecho da canalização está sendo construído para desviar o curso da drenagem, direcionando de forma segura o fluxo das águas pluviais que chegam ao córrego. Estão sendo instaladas tubulações de concreto armado PA-3 (mais resistente) com 1,5 m de diâmetro, possibilitando maior capacidade de escoamento em relação ao sistema anterior.

O foco da obra é eliminar o risco de incidentes em função do colapso da estrutura, como afundamento da via e obstrução total do córrego, bem como proporcionar aos moradores e comerciantes da região mais tranquilidade e segurança em dias de chuva.

Quanto à questão de alagamentos recorrentes nas imediações, Gustavo Goretti esclarece, ainda, que uma intervenção para sanar o problema é inviável no momento, uma vez que grande parte do curso do córrego a ser canalizado passa sob edificações.

Questionamentos

O dono de uma propriedade localizada próximo à obra, e onde há uma mina d’água com grande fluxo de usuários, questionou o projeto e, sustentando que a intervenção irá causar inundações que prejudicarão a mina, denunciou a situação em sessão ordinária da Câmara Municipal.

Nesta semana, acompanhados do reclamante, os vereadores integrantes da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, receberam esclarecimentos sobre a obra, durante reunião com o diretor de Água e Esgoto do Demsur, nas dependências da sede administrativa da autarquia.

Gustavo Goretti detalhou o projeto de desvio da canalização do córrego, explicando que a obra tem caráter emergencial, e lembrou que os alagamentos na propriedade onde a mina está localizada já são uma realidade, ou seja, caso ocorram novas inundações estas não se darão em função da obra.